Monkeypox: Nível máximo de alerta mundial
- LIDIANA VALOIS
- 16 de ago. de 2022
- 2 min de leitura

A Monkeypox é uma doença causada pelo vírus Monkeypox do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. O nome deriva da espécie em que a doença foi inicialmente descrita em 1958. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus. Apesar do nome, é importante destacar que os primatas não humanos não são reservatórios do vírus da varíola. Embora o reservatório seja desconhecido, os principais candidatos são pequenos roedores (p. ex., esquilos) nas florestas tropicais da África, principalmente na África Ocidental e Central. O Monkeypox é comumente encontrado nessas regiões e pessoas com a doença são ocasionalmente identificadas fora delas, normalmente relacionadas a viagens para áreas onde a Monkeypox é endêmica.
A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) destaca que “não se sabe se a doença é transmitida por vias sexuais (sêmen ou fluidos vaginais, por exemplo), mas o contato direto da pele com a pele com lesões durante a atividade sexual pode propagar o vírus”.
As principais formas de transmissão da varíola dos macacos são:
Contato físico próximo com alguém que tenha sintomas;
Contato com as lesões de pele, fluidos corporais e crostas;
Tocar em roupas, roupas de cama e toalhas contaminadas;
Utilizar talheres que uma pessoa infectada usou;
Contato com a saliva contaminada.
“O vírus também pode ser transmitido da mãe ao feto a partir da placenta, ou de um pai infectado para seu filho após o nascimento através do contato da pele a pele”, acrescenta a Opas.
Os principais sintomas da varíola dos macacos são:
Lesões na pele (erupções cutâneas);
Febre de início súbito;
Inchaço dos gânglios, popularmente chamado de “ínguas”;
Dor de cabeça;
Dores musculares e nas costas;
Calafrios;
Exaustão;
Feridas na região genital, no ânus e na boca.
O período de incubação do vírus monkeypox é “tipicamente de 6 a 16 dias”, mas pode chegar a 21 dias, como explica o Ministério da Saúde. Ou seja, esse é o período que o paciente pode manter sem sintomas após ter contraído o vírus.
Fonte: Ministério da saúde, Organização Pan-Americana de saúde (OPAS) e CNN Brasil.



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